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Dicas

Sobre bacon, linguiça, câncer e terrorismo nutricional

Estive observando atentamente as repercussões da recente classificação das carnes processadas pela OMS como cancerígenas. No seu mais recente relatório, a OMS classifica as carnes vermelhas  processadas, em específico bacon e linguiça, como carcinogênicas, ou seja, são produtos alimentícios que têm relevante capacidade de provocar tumores. Elas estão agora no grupo 1, junto com o cigarro, álcool e amianto por causa da incidência de câncer colorretal proveniente do seu consumo, tendo em vista determinados parâmetros.

Esse alerta universal da OMS tem um ponto muito positivo, pois nos leva a buscar mais informações sobre aquilo que estamos comendo e pode nos ajudar a tornar a nossa alimentação mais equilibrada, moderando no consumo daquilo que pode, eventualmente, nos trazer algum mal à saúde. Pode também nos fazer buscar alternativas mais saudáveis para continuar comendo aquilo que a gente gosta, como por exemplo trocar o industrial pelo artesanal.

O perigo, e isso é alimentado pelo sensacionalismo midiático, é esse discurso do medo que a gente acaba internalizando, sem ao menos refletir sobre o assunto. A bola da vez é o bacon e a linguiça, mas amanhã será outra coisa… A gente fica com aquela ideia de que não pode nada, e de que tudo dá câncer. Vivemos tempos de terrorismo nutricional.

Não quero reduzir a importância desse tipo de pesquisa e informação divulgada pela OMS, muito pelo contrário! Mas é também fundamental saber que frequência com que se come esse tipo de alimento e a sua qualidade faz toda a diferença. O que o relatório da OMS diz é que uma pessoa que come diariamente 50g de carne processada, aumenta cerca de 18% o risco de sofrer de câncer colorretal. Além da regularidade, a proveniência faz toda a diferença nessa equação. Uma carne de sol feita artesanalmente, assim como outros preparos artesanais de carnes e de outros alimentos, não entram no mesmo saco que as carnes industrializadas, cheias de aditivos químicos. O nosso estilo de vida também conta muito e, claro, a nossa individualidade bioquímica!

É importante pensarmos sobre isso com clareza, sem pânico e sem ansiedade. E essa reflexão vale para a comida em geral. O bom é buscarmos o equilíbrio na alimentação e no estilo de vida, e comer comida de verdade é um bom começo para isso! Quanto menos processado for o alimento, mais fresco, mais natural, melhor!  É fácil. Take it easy, sem terrorismos, ok?!

Beijos,
Carol

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