fbpx
Dicas

Tudo que você queria saber sobre mel

Tenho dois alimentos preferidos… mel e café. E eles me fascinam pelo mesmo motivo: a variedade de tipos e sabores, pois é um infinito de possibilidades em um mesmo alimento.

Minha paixão pelo mel começou quando fui pesquisar sobre a qualidade dos méis produzidos na Região da Estrada de Ferro em Goiás, e a partir daí minha mente e meu coração se abriram para o mundo das abelhas e produtos da colmeia.

Cada colmeia aberta era uma surpresa, porque a variação era enorme de cores, sabores e textura – em uma mesma região. Tinha até mel cristalizado no favo em Luziânia!

O mel que consumimos no dia a dia, encontrado nas feiras e supermercados é produzido por abelhas da espécie Apis mellifera, elas são chamadas de “europeias africanizadas”. O sabor do mel que elas produzem depende principalmente do tipo de flor em que esta abelha esteve.

Considerando a diversidade da nossa flora, isso faz com que este o mel seja um produto fascinante quando comparado aos méis produzidos mundo afora. Ele é rico em sabores, nutrientes e cores, pois cada tipo de florada produz um mel de cor diferente. E é no cerrado brasiliense que isso se torna mais evidente, este bioma diversificado produz um mel com características únicas no mundo e que já foi reconhecido internacionalmente (o mel o brasiliense é considerado o melhor do País, leia aqui).

O mel recebe vários “nomes”, já reparou? Laranjeira, cipó uva, silvestre… Estes nomes se referem as plantas em que as abelhas foram coletar o néctar. Quando é possível identificar a florada e existe uma flor predominante, o mel recebe o nome desta planta, como por exemplo: assa-peixe, cipó uva, angico, aroeira, etc… Mas quando não é possível identificar de qual flor as abelhas coletaram o néctar, ele é chamado de silvestre.

São sabores incríveis, mas infelizmente o consumo do mel no Brasil ainda é muito baixo, são menos de 100g por pessoa/ano e um dos motivos é que ainda associamos o mel como medicamento e muito pouco como alimento. Ainda precisamos descobrir o quanto ele é um ingrediente versátil na cozinha e que pode facilmente substituir o açúcar branco.

Como saber se o mel é verdadeiro

Outro motivo que faz o consumo do mel ainda ser reduzido por aqui, é que na hora de comprar sempre vem a dúvida: “Como sei que este mel é verdadeiro ou falso?” Não dá para ter 100% certeza só olhando! Mas tenho algumas dicas que podem ajudar:

1. O mel comprado diretamente do produtor tem mais chance de ser puro. Você os encontrará facilmente nas feiras livres da sua cidade. Comprar direto do produtor garante a procedência e reforça o comércio local.

2. Se comprar em supermercados ou mercearias, verifique o rótulo, pois ele deve ter um Selo de Inspeção. Procure na embalagem alguma destas siglas: S.I.F., S.I.E, S.I.M, pois elas significam que esse produto foi fiscalizado por um órgão do governo.

3. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o mel de verdade pode cristalizar. A cristalização é um processo natural em que o mel se transforma numa pasta granulada, macia e uniforme. Isso ocorre porque entre os componentes do mel, temos água e açúcares (glicose e frutose), que dependendo da umidade, temperatura e concentração de açúcares, as partículas de glicose que são menos solúveis, começam a formar pequenos cristais. A cristalização acontece por inteiro no mel e ao ser aquecido em banho maria (40°C) ele volta a ser líquido. No caso do mel falsificado o que ocorre é o endurecimento, ele fica como uma pedra de açúcar desigual com manchas brancas, pois foi “fabricado” com xarope de açúcar. O mel açucarado forma apenas uma faixa de açúcar no fundo da embalagem e esse processo não pode ser revertido (os cristais não se dissolvem na boca).

Viu que não é difícil? Só não esqueça que mel também é comida, e como tudo nessa vida, tem que dosar: nem muito, nem pouco, consuma só o suficiente.

Até!
Karla Ananias

Previous Post Next Post