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Manteiga ou margarina: o que é melhor?

Nada parece ser tão polêmico há tanto tempo como as gorduras – e a dúvida manteiga ou margarina está no meio dessa polêmica. Hoje, já sabemos que existem duas categorias delas: as que ajudam nosso corpo a funcionar melhor e, por isso, são indispensáveis, e aquelas que realmente não fazem bem.

Há tempos, tornou-se hábito adotar a margarina no lugar da manteiga porque acreditava-se que fazia menos mal por ser de origem vegetal. O que era ótimo ontem, pode não ser amanhã e há estamos acostumados com isso. Veja os casos do ovo, do abacate e do próprio coco: antigamente condenados, hoje queridíssimos da nossa saúde!

Lendo uma revista que herdei da minha avó, de outubro de 1956, vejo uma foto com um texto que narra a visita de nutricionistas à fábrica de margarina e como elas ficaram impressionadas com o valor nutricional do produto. Provavelmente, se eu vivesse naquela época é possível que eu tivesse pensado o mesmo, diante das pesquisas.

Com o tempo, a manteiga foi sendo deixada de lado, cedendo seu espaço na mesa do café da manhã para a margarina que, por sua vez, ganhou o rótulo de alimento saudável, deixando para a primeira o estigma de vilã. Mas seria mesmo ela assim tão melhor?

Qual a diferença entre manteiga e margarina?

Em resumo, a manteiga é de origem animal e feita da nata de leite batida. Ponto final. E a margarina? Bem, a margarina… Ela vai precisar de mais de uma linha para a explicação de como é produzida.

De origem vegetal, a margarina é resultado de um processo chamado hidrogenação. Nele, as moléculas de hidrogênio são incorporadas às de gordura de maneira artificial, em altas temperaturas. É o calor que transforma a gordura insaturada em parcialmente saturada. Também durante a hidrogenação, as moléculas de gordura viram gordura trans e saturadas.

Manteiga ou margarina? Manteiga!

Em especial, por causa das calorias (você ainda conta calorias?!), e das gorduras saturadas, a coitada da manteiga ficou ali esquecida, no canto, pois supostamente engordaria e provocaria doenças cardíacas. Mas hoje ela começa a reconquistar seu espaço.  Sabe-se, por exemplo, que o consumo de gordura trans (da margarina) é nocivo, tanto que hoje é obrigatório (mas tem como burlar) ser identificado no rótulo. – e ele está na maioria das margarinas! (para se ter ideia, a tal gordura é quase igual ao plástico!).

Já sobre a manteiga, descobriu-se que além do sabor, ela contém muito mais que se imaginava. Passeando no blog da Pat Feldman podemos ver em alguns posts que a manteiga contém ácido burítico (bom para a saúde metabólica e intestinal), vitamina A (antioxidante e facilitadora da digestão das proteínas) e ainda ajuda a prevenir a artrite e osteoporose, além de doenças na tiroide e outras. Ufa!

Só é preciso prestar atenção, porque como a maioria dos produtos industrializados, estão colocando aditivos que não são nada legais. Por isso, é sempre bom olhar os ingredientes. Além da manteiga, eu utilizo no meu dia a dia as seguintes fontes de gordura (boas): azeite extra virgem, óleo de coco e ghee (manteiga clarificada), além das frutas como abacate e coco, assim como as oleaginosas.

Mas como tudo na vida, vale o equilíbrio na hora de consumir, principalmente para quem segue algum tipo de dieta restritiva. O importante, acima de tudo, é pensar na origem do que se come. O seu projeto é verão pra vida toda, não é? Portanto, COMA COMIDA.

Beijinhos,
Carol!

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